A regra administrativa diz que não basta trabalhar em qualquer UBS: é preciso estar em uma Equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF), em município classificado como de "carência e dificuldade de retenção de profissionais" pelo Ministério da Saúde, e completar pelo menos 1 ano ininterrupto com carga de 40h semanais.
Na prática, porém, muitos médicos que cumpriam esses requisitos tinham o pedido negado pelo Ministério da Saúde — geralmente porque a portaria que lista as cidades estava desatualizada, ou porque o sistema FiesMed não reconhecia a equipe.
A Justiça tem derrubado essas negativas. Decisões sucessivas reconhecem que, comprovado o trabalho na ESF e o tempo mínimo, o abatimento é devido — mesmo que a portaria do município não tenha sido atualizada ou o sistema tenha rejeitado o cadastro.